Seis em cada cem ocorrências resultaram em prisões em BH

A cada cem ocorrências registradas em Belo Horizonte, apenas seis renderam prisões após investigação da Polícia Civil. O dado é resultado do cruzamento de informações de queixas que chegam à corporação com os pedidos de detenção de suspeitos.
Segundo a Ouvidoria do governo de Minas, a corporação recebeu 79.543 ocorrências entre janeiro e julho deste ano, e 1.050 prisões foram feitas por mandado judicial, um meio de medir a produtividade das apurações feitas pela polícia.
Como não há separação por tipo de ocorrência e nos mais de 70 mil casos há queixas de crimes simples, como batidas de trânsito, o cálculo foi feito levando em conta apenas os crimes violentos (homicídios, roubos, extorsões mediante sequestro e estupros). Eles representam 16.384 ocorrências, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), e justificariam mandados contra os suspeitos. O percentual nesse recorte é de 6,4% de concretização de prisões.
Levando em conta todas as ocorrências, o índice de detenções é ainda mais baixo, de menos de 2%. Ele é inferior à média registrada em outras capitais, como São Paulo, que teve, neste ano, três prisões para cada cem ocorrências, segundo a Secretaria de Segurança Pública da cidade.
O delegado Luciano Vidal, coordenador de Operações da Superintendência de Investigações e Polícia Judiciária, considera o número de prisões na capital expressivo, nos dois cenários: considerando os dados gerais e apenas com crimes violentos. O policial faz, no entanto, uma ressalva.
O TEMPO

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