Casos de "balas perdidas" desafiam a polícia em BH

Uma ida a um trailer para comer cachorro-quente custou a vida de uma jovem de 23 anos. A briga de gangues aconteceu em uma praça do bairro Caiçara, região noroeste de Belo Horizonte.
Jordana Alves de Oliveira estava perto do grupo que era alvo dos atiradores. A mulher foi vítima de bala perdida e morreu com um tiro no peito.
Quando casos assim são registrados, a polícia sabe que vai ter um grande desafio pela frente. De acordo com Wagner Pinto, chefe do Departamento de Homicídios da capital, investigar crimes que terminam com a morte de pessoas que não tinha relação nenhuma com a confusão é ainda mais complicado.
— Nós trabalhamos com a vida pregressa da vítima. Quando ocorre a bala perdida, o motivo não está na vítima que foi morta, mas sim em outra que o autor teria pretensão de atingir. É um elemento dificultador da investigação policial.
Menos homicídios
Dados da Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social) mostram que o número de homicídios em Belo Horizonte diminuiu 16% nos primeiros oito meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2012. Já o número de prisões aumentou 13%.
Apesar do levantamento da secretaria apontar que a maioria dos homicídios é registrada em aglomerados e durante a noite, o chefe do DHPP afirma que acerto de contas do tráfico de drogas, por exemplo, podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora do dia.
— Os executores não estão tendo muita reserva com relação a buscar cometer o crime às escondidas. Quando os desafetos se encontram, ocorre o fato.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários deixados no site são de inteira responsabilidade de quem escreve e as publica. Isentando assim de responsabilidade o autor/editor do site. Portanto, tenha responsabilidade com seu comentário!