Policial militar é indiciado por morte de jovem em bailão sertanejo

O policial militar que trabalhava como porteiro em um bailão sertanejo de Venda Nova, em Belo Horizonte, foi indiciado pela morte de Thiago de Souza Martins, de 23 anos. O jovem foi baleado em uma confusão na saída da casa de shows, em maio deste ano.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o exame de balística feito pelo Instituto de Criminalística apontou que o calibre da arma usada no crime é igual ao de um revólver do militar, que vai responder por homicídio doloso, ou seja, quando há intenção de matar.
O policial militar nega o crime e alega que teria vendido a arma
há um ano. A reconstituição do fato, no entanto, além de confirmar a participação direta do militar, descartou a suspeita de envolvimento do delegado Gustavo Garcia Assunção, que é filho do gerente do estabelecimento, no episódio.
A análise de imagens das câmeras de segurança de locais diversos, bem como o relatório da agência de inteligência da corregedoria, também constatou que o policial civil não estava no local, no exato momento do disparo.
Mais de 60 pessoas foram ouvidas pela Corregedoria Geral da Polícia Civil durante o inquérito. O projétil retirado da cabeça da vítima, que morreu 101 dias após o fato, também teve papel fundamental para o esclarecimento do caso.
O resultado dos laudos soma-se ao depoimento de testemunhas do episódio, que alegaram ter ouvido apenas um disparo na casa de shows. Isso fez com que a versão em que o delegado Gustavo Garcia surgia como suspeito e que relatava a ocorrência de mais de um tiro, fosse descartada.