Votação de proposta dos policiais civis é novamente adiada na ALMG

A votação de emendas propostas pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado (Sindpol-MG) a serem anexadas ao texto da Lei Orgânica da categoria, que estabelece normas e direitos dos policiais, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), começou às 14h desta quarta-feira (11), mas só irá terminar nesta quinta (12), às 18h.

Os cerca de 1.500 policiais civis
de Belo Horizonte, região metropolitana e de cidades do interior do Estado continuam no local, desde as 10h, quando começou a concentração. A ideia era mobilizar a corporação para pressionar os deputados da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, último aval necessário para que o projeto possa ser votado no Plenário.

O motivo da mobilização foram os constantes adiamentos da votação, segundo o gerente de tecnologia da informação do Sindpol, Roberto Coelho. "Por isso os policiais estão lá acompanhando a votação das emendas, para fazer pressão a fim de que as emendas realmente sejam votadas e repassadas o mais rápido possível para o Plenário", disse. Não foi o que aconteceu.
"Houve um retrocesso em algo que há havíamos ganhado na última Comissão pela qual a proposta passou. Ainda não temos a resposta sobre o projeto porque ele foi novamente adiado", disse Adilson Bispo, diretor de mobilização do Sindpol-MG.
Caso a proposta realmente não seja aprovada, o que Coelho acredita ser difícil de acontecer, a mobilização irá se tornar ainda mais intensa e a greve, que já dura há quase três meses, irá continuar. "Caso seja aprovado no Plenário, devemos convocar uma Assembleia Geral para, possivelmente, interromper a greve", disse Coelho.
 O TEMPO