Com a palavra. O comandante.

 Prezado policial militar:

É com muito pesar e tristeza que lamento a morte do Sargento Silmar Pereira da Silva, que faleceu no dia 18, após ser baleado por assaltantes em um supermercado no Bairro Jardim Guanabara, Zona Norte de Belo Horizonte. Eu, e tenho certeza, todos os integrantes da Corporação estão consternados com essa tragédia que, por certo, trouxe muito sofrimento e abalou a sua família.

O Sargento Silmar, mesmo estando de folga, ao agir com bravura e profissionalismo para impedir a ação de criminosos, enfrentou o perigo que corria para defender a sociedade e o patrimônio de terceiros. Junto-me a todos os amigos desse policial militar do 49º Batalhão, que, por certo, também estão tristes e de luto nesse momento de dor. O sentimento de perda é maior ainda para sua esposa e suas duas filhas, a quem rendo minhas condolências e rogo a Deus que as conforte e as abençõe.

Ele era um profissional exemplar e um excelente pai de família. Estava há 20 anos na Corporação e era admirado e querido por seus colegas de farda. Nós, policiais militares, perdemos um bom companheiro, mas fatos como esse, seguramente, não nos desanimarão, pelo contrário, só aumentarão a nossa vontade de continuar defendendo a sociedade e salvando vidas.

Não posso, também, deixar de destacar o esforço dos policiais militares do Comando de Policiamento da Capital, do 49º, do 13º e do 16º Batalhões, que envidaram todos os esforços no sentido de localizar e prender os assassinos. A ação foi eficiente e um dos infratores já foi preso, apresentado à imprensa e entregue à justiça.

O outro, que é um albergado, será recolhido à Penitenciária José Maria Alckmin. Um terceiro homem, que fazia parte do grupo, já fez contato com a polícia e disse que vai se entregar. Já existem pistas de outros dois suspeitos que também teriam participado do crime. A Polícia Militar tudo fará para que a justiça seja feita.

Hoje à tarde (sábado), no Cemitério Bosque da Esperança, foi um dia de despedida dolorosa, ao prestar as honras merecidas e dar adeus àquele que só fez o bem, na maioria das vezes, sem saber a quem. Naquele momento em que o Sargento Silmar defendia a sociedade, não tenho dúvida que havia, no seu coração, o sentimento do dever cumprido. É assim que são os verdadeiros policiais militares. A fibra, a coragem e o amor que esse policial militar tinha pela farda e pelas pessoas de bem, creio, jamais serão esquecidas.

Márcio Martins Sant´Ana, Cel PM
Comandante-Geral