Miséria extrema atinge 105 mil crianças e jovens em Belo Horizonte

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente divulgou nesta segunda-feira (14) um diagnóstico alarmante sobre a situação de crianças e adolescentes em Belo Horizonte: cerca de 105 mil pessoas entre 0 e 21 anos vivem em situação de extrema pobreza.
A capital mineira tem cerca de 2,475 milhões de habitantes, segundo dados do IBGE de 2010.
Segundo levantamentos dos conselhos tutelares sobre a violação de direitos básicos, a Prefeitura de BH verificou que 15,4% de crianças e jovens não possuem condições mínimas para o convívio familiar, como roupas, alimentos e infraestrutura; 15,1% não tem acesso a educação, o que mostra que os extremamente pobres também estão marginalizados do sistema de ensino.

A pesquisa mostra ainda que cerca de 48 mil já sofreram algum tipo de violência física, enquanto 25 mil foram abusados sexualmente. O agressor, em metade dos casos,
segundo a prefeitura, está dentro de casa. Pais, mães, avós, padrastos e madrastas aparecem em 45,4% dos casos como responsáveis pela violência. A escola vem em seguida, com 21,4%.
O levantamento foi feito com base no DataSus e IBGE, além de questionários da secretaria, e são considerados fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas de assistência social.
R7