Repórter fala sobre salários e ineficiência das polícias

REPÓRTER CARLOS VIANA: O BRASIL tem gasto, ano a ano, mais dinheiro com a polícia. 
Nós tivemos um aumento de 16% no ano passado, na comparação com 2011. R$61 bilhões foi o valor que o BRASIL gastou com as forças policiais. Mas este dinheiro não está sendo suficiente, por uma série de motivos, que precisam ser trabalhados de forma sistêmica. 
A questão da punição, do sistema carcerário, uma série de outros. Mas há um dado ali que confirma claramente o que eu tenho dito. Sobre a necessidade de que o país terá de reorganizar as suas forças policiais. CONTINUA... A gente gasta muito, coloca o policial em risco e não resolve o problema. 40% do dinheiro que o BRASIL vem investindo nas polícias é usado para o pagamento das aposentadorias e inativos, pessoal! 40% de todo dinheiro que o BRASIL investe em segurança pública é para o pagamento das pensões! 
O policial não merece aposentadoria justa? Merece, com toda razão. Mas este negócio do 
policial aposentar com 30 anos, igual está em MINAS GERAIS, 25 para as policiais femininas, começou a se tornar um peso no sistema absurdo para a população. E isto vai levar com que as próprias polícias acabe perdendo todo o esforço que elas vêm fazendo para uma reorganização policial. Nós vamos ter que mudar o sistema, porque ficou caro demais e ineficiente. Este dado é um problema político. Eu já falei e vou repetir: qualquer Governador que entre hoje é refém de uma POLÍCIA MILITAR. Se fizer uma greve armada acabou a imagem do Governador. Então, dá-se um aumento, dá-se as vantagens que se pede. É um negócio impressionante. 
E este das aposentadorias precoces eu venho falando aqui. 30 anos de aposentadoria para o Coronel da POLÍCIA MILITAR, que está em plena vida, e que sai para poder trabalhar na segurança. Nós precisamos rever isto, a bem do próprio trabalho e investimento nas polícias. 
 Quem sabe criar um mecanismo para favorecer aqueles que, de fato, trabalharam em áreas de risco, em Batalhões considerados de risco. Criar um sistema que não privilegie todos. Aquele que trabalhou trocando tiros a vida inteira e se arriscou, mas aquele cuja periculosidade é de ar condicionado, e que boa parte da tropa é assim. O que fazer? Como nós vamos resolver este nó da segurança pública? Quando o assunto é o investimento em todo país? É um desafio político que os brasileiros vão ter que discutir, mais cedo ou mais tarde. 
Renata Pimenta