Tráfico de pessoas pode ser mais rentável que o de drogas e armas, alerta delegada

O tráfico internacional de pessoas irá ocupar, em um curto espaço de tempo, o primeiro lugar em termos de rentabilidade para os criminosos, superando o tráfico de drogas e armas. O alerta é da delegada chefe da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida da Polícia Civil, Cristina Coelli Cicarelli Masson.
A declaração foi feita durante audiência promovida pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta terça-feira (12). Para embasar sua opinião, a delegada disse que a logística do tráfico humano é mais fácil e barata que o de materiais ilícitos.
 
Por isso, ela destacou que a importância de campanhas de conscientização, que devem alertar para a gravidade do problema aos cidadãos e às polícias. “Há dois anos, estamos inserindo a temática na capacitação dos nossos agentes, mas é preciso compreender que o crime é silencioso, invisível e de difícil identificação”, lamentou. 
 
O coordenador-geral da Política de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), Talles Andrade de Souza, informou que o Governo apresentou as ações do Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Estado, que integram a política nacional de combate ao tráfico de pessoas. O convênio foi firmado com o Ministério da Justiça.
 
“Atuamos com ações de prevenção, atenção à vítima e seus familiares e a repressão aos autores. As principais motivações, hoje, são o tráfico com fins de exploração sexual, trabalho escravo e para remoção de órgãos”, denunciou. 
 
Conforme Talles, em 2012 foram confirmados 34 casos em Minas, além de 175 possíveis vítimas e 216 pessoas envolvidas com violações de direito. “Estamos capacitando cada vez mais servidores para o trabalho e, hoje, temos mais de 4,2 mil pessoas preparadas para o atendimento”, disse.
HD/ESTEVES

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